terça-feira, 15 de julho de 2014

Locke

há filmes que são bons, este é um filme bom. mas a qualidade deste filme, além da maravilhosa interpretação do único actor Tom Hardy (que também trazia para casa se pudesse e punha-o no meu sofá a falar e a fazer-me massagens), é o facto de ser um filme que nós nunca vimos. todo passado em tempo real numa auto-estrada, dentro de um carro, vemos em 1h30 uma luta incessante do certo e do errado, do bem e do mal, e de como não há categorias estanques nem sequer categorias fechadas que possam combater a dor e a incredibilidade do desgosto humano. um exercício de amor, amizade, resistência e convicção, Locke diz muito mais do que possa parecer. que as acções têm consequências mas muitas vezes não são as consequências que imaginamos, que o amor muitas vezes é o contrário da razão e do pecado, que o perdão tem caminhos próprios e ínvios. que o nosso crescimento e aquilo que nos marca negativamente é o que vamos tentar não repetir mesmo que isso abra fendas que não têm solução no que queremos imaculado.
este filme traz questões universais e emoções ansiosas e irreversíveis. tudo dentro de um carro a 140km/h.

TRAILER

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