segunda-feira, 21 de julho de 2014

a tão poucos dias do dia da Lídia

as primeiras lembranças que tenho tuas são das nossas noites no sótão, todas juntas, a dormirmos e a rir como se não houvesse mais do que aquilo. eras bruta e assertiva, como ainda és, e nós apaixonámo-nos por essa tua característica peculiar. estavas sempre pronta para ser alegre. tudo em ti era uma bomba e eu também era assim e o mais belo foi que nunca entrámos em conflito porque explodíamos pelas mesmas coisas ao mesmo tempo. vimos muitas vezes o nascer do sol, ensinaste-me a maquilhar-me, a agir sempre bem sem deixar de arriscar, a divertir-me nas alturas mais improváveis. o que melhor lembro de ti é a forma como sempre me defendeste, quando alguém se atrevia a tratar-me mal ou quando havia a sombra de que alguém me ia tratar mal. ficavas uma leoa de garras de fora e dissemos muitos impropérios catárticos contra muitas dessas pessoas.

somos completamente diferentes. vais casar e eu nunca faria um casamento como o teu e no entanto estou apaixonada por esse dia, porque é teu. comove-me cada momento deste casamento (e que são tantos) e enche-me a mim e aos nossos (acho que posso falar por eles) de alegria podermos participar por dentro desse dia. estou em contagem decrescente para o teu dia. e prometo que estarei sempre com a mão por baixo para que tudo seja perfeito como imaginaste. e prometo fazer isso todos os dias depois desse, porque és amiga irmã e das poucas certezas que consigo ter sem esforço. é assim, fazes parte dessa mesa e desse copo de vinho branco sempre, naturalmente, porque não existe outra forma de mim onde tu não estejas.

tem um dia feliz, amiga. serei sempre a tua leoa e a tua catarse como sempre foste a minha. gosto de ti.




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