quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

obliquidades #69

agora que já tudo se perdeu veio-me a obliquidade à memória. lembrei-me de tudo. como se depois do muito que foi vivido em segredo de ti tu fosses a lembrança boa. e isso é assustador. e tenho saudades tuas porque havia em ti, quando estavas e só quando estavas, uma quase imobilidade do tempo. e agora precisava disso por um bocado antes de aceitar a violência de um tempo que não pára.
apesar de tudo foi bom recuperar a minha obliquidade para escrever isto, quase seco. mesmo num dia sem poesia nenhuma. se calhar por isso ser oblíquo soou tão fácil. mesmo que as nossas nunca mais se tenham cruzado. deixo a obliquidade suspensa e fico-me contigo esta noite.

Sem comentários:

Enviar um comentário