quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

sobre o D. João V ou como-posso-ficar-mariquinhas-face-a-uma-destruição-de-uma-memória-de-infância-ao-ponto-de-confessar-que-tive-uma-girls-band

na Damaia, na minha rua, havia um teatro, o D. João V. começou por ser um cinema, antes de eu nascer, depois uma sala de espectáculos. tinha 500 lugares, era grande, os bastidores pequeninos com um palco enorme. tinha em baixo uma sala e um bar com ar vintage antes de o vintage existir. as memórias multiplicam-se, dancei naquele palco e cantei com uma girls band que tive aos 12 anos (eu nunca disse isto), fiz concertos de piano, fiz peças de teatro até quase ao fecho, apresentei eventos.
a memória mais forte, apesar de tudo isto, foi algo que nunca aconteceu. foi a Respigarte ter começado a existir por termos percebido que o teatro ia ficar fechado por muito tempo. achávamos que o espaço era impressionante e começámos a ter tantas ideias para o ocupar que nasceu uma associação cultural. fizemos abaixo-assinados, cartas e petições mas nunca abriu.
ontem, ao passar à porta vimos as cadeiras todas empilhadas num camião. dizem que finalmente vão começar as obras para voltar a abrir o teatro. os sucessivos governos PS da Câmara da Amadora fazem-me quase garantir que isso não vai acontecer. seja como for, quando abrir as cadeiras verdes já lá não vão estar.




há algo de trágico nesta imagem

e nem sob tortura eu digo o nome da girls band não se acotovelem que eu não conto!!!

pronto, era Rock Brasa 

Sem comentários:

Enviar um comentário