sexta-feira, 1 de março de 2013

obliquidades #46


15h26
no limite há só o conhecimento do corpo. o conhecimento último e o único que não te desfaz em fumo. não é solidão é ser um monstro em cima de uma jangada. o conhecimento do corpo guarda-nos uma segurança que nos permite espaço de desilusão. e a memória do corpo é a que fala sem máscaras. os dias não deviam ser sempre formas de batalha não é justo. mas se forem terei mais camadas a cada ofensiva. e o desejo de que não seja assim nunca mais serão necessidades. serão pedidos. mas a doçura perdeu-se no caminho. não me voltem a pedir flores.

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