quinta-feira, 21 de março de 2013

o alfredo a escrever poesia é um primor

e hoje é o dia da poesia. deixo-vos as poesias do bichinho.
http://ratoalfredo.blogspot.pt


É Natal
Há pinheiros de plástico
Há prendas e brilhantes
Há comida

Há comida menos boa, cozida
Há comida mais boa, com açúcar
Não há prendas para ratos
Não há ratos no presépio
Não faz mal

Este poema não rima
Mas agora pode rimar
gosto de bebidas com lima
e filhoses sem fartar

A noite de Natal vai ser uma festa
De arrombar
Eu, a Donidália e o André
Por aí a viajar
Mas não pensem que vamos ter canseiras
ah pois é
porque de qualquer das maneiras
nunca faço nenhum
(não ia ser agora, pois não?)
Claro que não! (hummm!)


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(escrito pelo amigo de infância, o andré, poeta-ratazana experimental)

uuuuuuiiiiii
que sou no profundo vale dos lençóis?
Uns olhos de sono ou de rato?
Sílabas soltas e MaIuScUlAs alternadas
com


pinhões?





o não saber ler porque não entendo os livros e me cansa os olhos
o não gostar de cerejas porque tem caroços ou de

camarão

porque tem


casca?

serei vento? Espírito liberto? Sons de madeira na noite deserta?


Toc toc toc


ou será preguiça em vez de vontade?


Será que se escreve assim? Ou açim?
Mergulho na dor de ser poeta
bebo uma coca-cola
um bolo de chocolate sem farinha que é como quem diz



sem gluten........................
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Pig, o cão, que um dia quis ser intelectual

é um cão espetacular
rosna de manhã ao deitar
a pedir festas, e não para nos papar

tem bonecos sem cabeça
dois ou três debaixo da mesa
mais um outro no sofá
outro ainda na casota
que parece uma anedota
nunca o Pig lá dormiu

Não responde ao assobio
Se brincadeira não cheirar
mas agora que cresceu
diz: intelectual, serei eu!

Compra revistas de poesia
ladra e uiva e até mia
ao declamar a tal... poesia

Faltam-lhe os óculos e o cadeirão
para o ar de sabichão

Mas o Pig lá vai aprendendo
a rimar e a escrever
cão velho não aprende línguas
só poesia (estou p'ra ver)
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Vejo televisão
de rebuçados na mão
tenho sorte em ser anão
caber dentro da caixa de papelão
onde ontem vinha embrulhada a televisão
quando a comprei no Intermarché (ah pois não)

Se não tivesse esta caixa onde dormitar
havia de ter as costas já a refilar
o papelão não é assim muito de fiar
então ao enxoval fui buscar
aqueles panos da loiça com picot (ar ar ar)
que a minha avó me comprou sem mais tardar
quando no mercado de benfica os foi encontrar
a um euro e o que mais ela quiser dar

sob o pano durmo que é só ver
as estrelas a nascer a fome a dizer
vai aos frangos que nem fogão esta casa sabe ter
mas prefiro rebuçados daqueles a valer
enchem o estômago até de manhã, podes crer
eu, a TV, os rebuçados, os panos da loiça e adormecer

o que mais pode um rato da cidade querer? 



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