terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

obliquidades #22

23h33
eu sei que sou a PIOR pessoa para falar disto mas hoje estive a conversar com uma amiga das de coração e pensei muito nisto. por isso vou ensinar-vos mais uma coisa sobre o (meu) amor. não há formas certas de amar. mas há um estado que tenho de sentir que me mostra que o meu amar é verdadeiro, dentro dos vários tipos de amor, que não conheci muitas vezes, conheci poucas vezes na verdade e senti isto de que vos falo mesmo poucas vezes. quando amo uma pessoa, quando é real e intrínseco e sem jogos construídos, eu sinto as dores dele como se fossem minhas. cada dor. seja ela qual for. sinto de uma forma tão profunda que não consigo mesmo descansar, relaxar, pensar noutras coisas até que ele me tranquilize a mim. isto assim de repente pode parecer bonito mas não é, é estúpido. primeiro porque é egoísta e acabo a sofrer mais do que a pessoa e não a consigo ajudar como deve ser. depois porque me faz a mim viver angustiada com medo que aconteça alguma coisa que não consiga controlar. é pior do que as minhas dores, muito pior. com as minhas dores posso eu bem, controlo-as e domino-as. com as dele não. e só me apetece metê-lo dentro da minha tenda e andar ao estalo com quem tente perturbar a paz e a tranquilidade da cabeça e do coração. isto transforma-me numa leoa. incapaz de deixar os que ama desprotegidos ou sozinhos. incapaz de viver sem os ter debaixo da asa (passo o excesso de metáforas animais). por isso mantenham-se a salvo se por acaso desconfiarem do meu amor. acenem-me a dizer que estão em paz. e se não estiverem deixem-me fazer alguma coisa por isso. fico à espera em silêncio, prontinha para atacar.
(que esta angústia dói mais do que alguma vez te poderei mostrar)

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